sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Rosenberg Cariry, o Congresso Brasileiro de Cinema e a Jovem Produção Audiovisual na América Latina e Caribe

Em entrevista capitaneada por João Batista Pimentel Neto durante o Congresso Nacional de Cinema realizado em Setembro de 2010, na cidade de Porto Alegre, o cineasta Rosenberg Cariry fala das perspectivas de política cultural para a juventude do audiovisual na América Latina e Caribe.


<< Além dos cursos e oficinas regionais, promovidas pelas entidades que fazem o CBC estamos também em estreito contato com outras entidades da América Latina buscando promover o intercâmbio entre os jovens realizadores da América Latina e do Caribe, por meio de um evento, que acontecerá em novembro, em Atibaia – SP, chamado: NOSSAS AMÉRICAS: NOSSOS CINEMAS – I Encontro de jovens realizadores das América Latina e do Caribe. A ideia é reunir jovens de toda a América Latina e do Caribe para intercâmbios culturais e estéticos, visões e descobertas de novas formas de organizações solidárias; difundir e estudar as novas produções audiovisuais da América Latina e do Caribe; contribuir para elevar o debate teórico e possibilitar o intercâmbio técnico entre jovens realizadores da América Latina e do Caribe; criar uma rede de intercâmbios, cineclubes e co-produções entre os jovens da América Latina e Caribe; aproximar as escolas e universidades de cinema, audiovisuais e novas mídias da América Latina e do Caribe, promovendo residências e trocas culturais. O projeto, que conta com o apoio do CBC, será realizado por jovens brasileiros de diferentes classes sociais, de diferentes raças e diversas expressões culturais. Estes jovens estão propondo a criação de “brigadas audiovisuais”, para dar cursos e fazer intercâmbio entre os países. As “brigadas” tomariam diversos nomes: “brigada Sanjinés”, “brigada Gutierrez Aléa”, “brigada Geraldo Sarno”, “brigada Glauber Rocha” etc. Acho muito legal ver a juventude se organizando deste modo. Acho que o futuro do cinema e do audiovisual depende destes jovens que pensam no mundo como uma casa habitada pelo ser humano. Eu realmente gosto disto>>.

Por Gilberto Manea.
Fonte: http://culturadigital.br/cbcinema